Amael Glorius Volcanos

Ferreiro das Lendas

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Bio:

Passado

A família Volcanos construiu ao longo de séculos seu negócio de venda de armas e artefatos mágicos, devido à habilidade de encantar objetos que corre no sangue deles, se manifestando em alguns de seus membros. Eles estudavam a forja, a mecânica, o místico e as ciências a fim de produzir armas cada vez mais poderosas e sobrepujar a concorrência. A qualidade de seus produtos, no entanto, chamou a atenção não apenas de aventureiros, do governo e de magos de guildas conhecidas, como também de criminosos e magos de guildas sombrias. O patriarca da família, Ankarel Glorius Volcanos, questionado quando suas armas apareciam em assassinatos e outros crimes, apenas respondia com silêncio ou desdém, julgando tais casos como consequência normal de sua profissão. A outrora famosa loja de armas Volcanos ia tornando-se aos poucos, infame.
Em meio a tal cenário, nasce Amael, o terceiro filho do atual patriarca, o primeiro homem. Destinado a ser o próximo cabeça da família, ele foi treinado desde cedo para ser um líder forte, cujo objetivo de vida deveria ser continuar o legado de seus antecessores. Apesar de gastar a maior parte de seu dia aprendendo sobre os negócios da família, o garoto encontrava tempo para ler e conversar com os anciões da cidade sobre antigos heróis lendários e seus feitos incomparáveis. Muito mais que tocar a loja de armas, ele queria saber mais sobre essas lendas.
Já adolescente, o garoto descobriu em si o talento da magia, tornando-se capaz de criar armas muito facilmente, se comparado com o processo usual de forja. Tal acontecimento trouxe a ele uma esperança, mesmo que pequena, de fugir de sua responsabilidade imposta, e quem sabe tornar-se um mago de guilda, muito mais livre para viver como quisesse, e procurar as lendas que tanto gostava não apenas virando páginas de algum livro empoeirado de uma biblioteca pública, mas desenterrando histórias perdidas em lugares distantes.
Indeciso sobre seu futuro, o rapaz tentava se distrair aos fins de semana com um de seus poucos amigos, Saul. Sendo um pai viúvo, e dono de uma considerável herança deixada por seus pais, ele acabou sendo alvo de sequestradores quando voltava para casa com seu único filho. Algo deve ter dado errado na ocasião, resultando na morte do rapaz. O que restou na cena do crime foi uma criança pequena aos berros, tentando retirar uma faca-serra-automática Volcanos do peito manchado de sangue do corpo de seu pai. O pequeno ficou temporariamente sob cuidados da polícia, sendo levado posteriormente para um orfanato local.
A revolta e a raiva trancadas em sua mente provavelmente influenciaram o que aconteceu em seguida. Seu pai, um dia depois da morte do amigo de seu filho, mostrando toda sua indiferença, pediu a Amael que forjasse uma arma em sua homenagem (de seu pai), algo poderoso e esplêndido, que representasse a força da família Volcanos. O filho respondeu ao chamado, e criou a “Coletora de Volcanos”. Sem saber porque sua magia o revelara tal nome, ele entregou a arma a seu pai, que a levou para um encontro de negócios com clientes perigosos. Em algum momento durante a negociação, a Coletora mostrou seu poder, puxando para si forçosamente todo dinheiro, moedas e joias dos ali presentes. Furiosos com o vendedor de armas, os sujeitos o abateram ali mesmo, misturando o amarelo do ouro com o vermelho do sangue. Não havia mais dúvidas sobre que tipo de cliente adquiria seus produtos, mesmo que por debaixo dos panos ou em becos escuros. A reputação da família estava definitivamente manchada, e em pouco tempo os negócios arruinados.
A Coletora chegou novamente às mãos de seu criador, que entendeu o que ela representava. A arma retornou às cinzas, destruída por Amael, o novo patriarca. Ele decidiu que a loja de armas estava fechada por tempo indeterminado, e seus membros deveriam seguir novas vidas, pelo menos até que ele limpe o nome Volcanos e possa criar uma arma que represente sua história, sem ter do que se envergonhar.

Presente

Amael faz parte atualmente da guilda Filhos de Gaia, dividindo seu tempo e atenção entre trabalhos pela guilda que possam levá-lo a novas lendas por ele desconhecidas e cuidando do seu protegido, Adam ben Saul (Adam, filho de Saul).
Os membros de sua família no geral desaprovam sua decisão de congelar os negócios da família, o ressentindo por ter abandonado-os, principalmente aqueles que concordavam com o modo de liderar de Ankarel, seu falecido pai. Alguns amaldiçoam o ramo principal da família por não tomar uma ação definitiva contra o traidor Amael. Poucos concordam com a sua decisão.

Relações

Adam ben Saul
Filho de seu amigo falecido; residente do orfanato da guilda Filhos de Gaia; seu protegido. Idade: 10 anos.

Rosetta Fattina Volcanos
Mãe de Amael, ressente o filho por ter causado a morte de seu (dela) marido. Idade: 58.

Lillios Glorius Volcanos Imperius
Primeira filha de Ankarel e Rosetta, é da opinião que ela deveria ser a nova líder da família e que o nome de Amael fosse apagado da linhagem Volcanos, mas a tradição ficou contra ela. Mais talentosa em quase tudo que Amael, Lillios sempre foi praticamente uma sombra de seu pai. Casada com um nobre da família Imperius, que faz questão de não mencionar o sobrenome Volcanos de sua esposa. Idade: 31.

Iris Glorius Volcanos
A segunda filha, também mais velha que Amael. Desde cedo foi tratada com frieza por seus pais devido à sua falta de talento para os negócios da família, afundando-se nos livros para esquecer de uma vida que ela considerava difícil. Ela ensinou seu irmão mais novo a ler, e seu gosto pela história. Vive sozinha e trabalha como escritora. Ficou do seu lado em sua decisão. Idade: 29.

Re-quip
Amael forja as armas apenas uma vez depois de ouvir a lenda. Ele guarda as armas forjadas consigo, dentro de um certo limite, mas não em forma física, e é capaz de equipá-las a qualquer momento. O restante delas devem ficar guardadas sob forma física em algum local.

Da Criação de novas armas
Amael precisa ter a lenda em forma escrita, seja por ele mesmo ou não, ou utilizando uma forma escrita preexistente que ele seja capaz de ler. Além disso, são necessários materiais básicos para forja de armas (minérios de ferro ou ferro, carvão e madeira). Ele então desenha o círculo de magia da bigorna em uma superfície plana, recitando algumas palavras mágicas para conjurar a bigorna. Um martelo de luz forma-se em sua mão direita. Ele lê então o texto da lenda, que levita na sua frente, e vai batendo o martelo na bigorna. Os materiais vão sendo consumidos, e a arma vai sendo formada. Depois de um tempo nesse processo, a arma está pronta.
Aparência
Pele clara, olhos escuros, sobrancelhas grossas, barba e bigode curtos porém contínuos.
Cabelo ruivo com tranças até os ombros amarradas em miniaturas prateadas de armas diversas, de material maleável.
1,81 m, 82 kg, físico atlético.

Vestimenta
Jaqueta de aviador (com capuz) verde-escura por fora e vermelha por dentro, com brasão Volcanos bordado em vermelho nas costas (bigorna com um ‘v’ no meio).
Camisa laranja com martelo pintado em azul na frente.
Calças cargo cor de terra com vários bolsos.
Botas cinzas de escalada.
Relógio de prata no pulso esquerdo.
Saco de carregar coisas no estilo saco de boxe ou de acampar.

Personalidade
Cabeça-dura; demonstra orgulho no sobrenome que carrega e ao mesmo tempo um pouco de vergonha do legado deixado por seus antecessores, buscando retratar-se com todos os inocentes que foram vítimas do ofício de sua família; sério e feroz em combate; péssimo mentiroso; empolga-se e emociona-se em excesso quando se trata de ouvir e contar lendas (se elas forem realmente interessantes), chegando a subir em cadeiras, levantar a voz e derramar lágrimas.

Amael Glorius Volcanos

Filhos de Gaia (Fairy Tail) artubis